Netanyahu se reuniu secretamente com o presidente dos Emirados Árabes Unidos durante guerra contra o Irã

  • 13/05/2026
(Foto: Reprodução)
Primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu Ronen Zvulun/Reuters/Arquivo O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, visitou os Emirados Árabes Unidos e se reuniu com o presidente do país, Mohammed bin Zayed, durante a guerra contra o Irã, segundo um comunicado divulgado por seu gabinete nesta quarta-feira (13). ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Uma fonte ouvida pela agência de notícias Reuters afirma que o encontro ocorreu em Al-Ain, uma cidade oásis na fronteira com Omã, no dia 26 de março, e durou várias horas. De acordo com a nota oficial do governo israelense, que não confirma esses detalhes, a reunião resultou em um “avanço histórico” nas relações entre os dois países - os Emirados Árabes Unidos são um dos poucos estados árabes que mantêm relações diplomáticas com Israel, oficializadas durante os Acordos de Abraão de 2020. Vídeos em alta no g1 O comunicado do governo israelense foi divulgado dois dias após uma reportagem, publicada pelo jornal americano "The Wall Street Journal" dizer que os Emirados Árabes estariam atacando secretamente o Irã durante a guerra no Oriente Médio. O país não reconhece publicamente os ataques. Nesta terça-feira (12), o embaixador de Israel nos EUA, Mike Huckabee, afirmou que o país enviou baterias e pessoal do sistema de defesa aérea Domo de Ferro para o país. A informação foi confirmada por fontes à CBS News. Anwar Gargash, assessor do presidente dos Emirados Árabes Unidos, declarou, também nesta quarta, que o país permanece comprometido com soluções políticas e diplomacia em meio às tensões regionais. Disse que os Emirados não buscaram o conflito e que trabalharam para evitá-lo, mas enfatizou o direito do país de defender sua soberania. Ataques secretos do EAU contra o Irã De acordo com a reportagem do Journal, um dos bombardeios secretos dos Emirados Árabes Unidos durante a guerra atingiu uma refinaria de petróleo iraniana, na ilha de Lavan, no Golfo Pérsico, no início de abril. À época, Teerã disse que a refinaria havia sido atingida por um “ataque inimigo” e, como resposta, forças iranianas dispararam mísseis e drones contra os Emirados Árabes e o Kuwait. Segundo o jornal, os Estados Unidos não se importaram com o ataque, já que o cessar-fogo ainda não tinha começado, e avaliaram de forma positiva o apoio do país na ofensiva. Os Emirados Árabes estiveram entre os principais alvos do Irã durante a guerra, que segundo o WSJ, teve mais de 2,8 mil mísseis e drones lançados contra o país. O número é maior do que o de ataques contra Israel. Suspeitas sobre a participação dos Emirados Árabes na ofensiva foram levantadas ainda em março, segundo o jornal, quando um caça que não pertencia aos Estados Unidos nem a Israel foi visto sobrevoando o Irã.

FONTE: https://g1.globo.com/mundo/noticia/2026/05/13/netanyahu-fez-reuniao-secreta-com-emirados-arabes-unidos-durante-guerra-contra-o-ira-diz-premie.ghtml


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