PL lança candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República

  • 25/07/2026
(Foto: Reprodução)
Pessoas se reúnem para a convenção do Partido Liberal, que anunciará Flávio Bolsonaro REUTERS/Jean Carniel O Partido Liberal (PL) iniciou por volta das 11h deste sábado (25), em São Paulo, a convenção nacional que lança a candidatura do senador Flávio Bolsonaro à Presidência da República. O evento prevê discursos de lideranças do partido e do presidente da Argentina, Javier Milei. A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro gravou um vídeo para ser exibido durante a convenção. Ela não participa presencialmente do evento, mas é homenageada com um totem instalado no espaço do PL Mulher. A chegada de Flávio provocou tumulto na entrada da convenção. Apoiadores se aglomeraram em frente ao espaço onde ocorre o evento, enquanto a equipe de segurança informou que o local havia atingido a capacidade máxima de 150 pessoas. Agora no g1 Entre os familiares presentes estava Rogéria Bolsonaro, mãe de Flávio e ex-esposa de Jair Bolsonaro. Indicada como primeira suplente de Márcio Canella (União Brasil) na disputa pelo Senado no Rio de Janeiro, ela foi apresentada no palco pelo mestre de cerimônias durante a abertura do evento. Esta é a primeira candidatura presidencial de Flávio, filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro. Senador eleito em 2018, foi deputado estadual no Rio de Janeiro por quatro mandatos e disputou a eleição para prefeito do Rio em 2016, quando terminou em quarto lugar. Flávio chega sem vice Flávio chega à convenção sem anunciar quem ocupará a vaga de vice. Ele tem dito que gostaria de uma mulher na chapa, mas afirma que a definição depende das negociações para formação de alianças, que também podem ampliar o tempo de propaganda eleitoral no rádio e na TV. A federação formada por PP e União Brasil e o partido Republicanos vêm indicando que preferem se manter neutros. Um acordo com o Republicanos poderia levar a economista Daniella Marques à vaga de vice. Filiada à legenda, ela foi presidente da Caixa no governo Bolsonaro e coordena o núcleo econômico da pré-campanha de Flávio. No PP, um dos nomes cotados é o da deputada federal Simone Marquetto, liderança católica de São Paulo. A senadora Tereza Cristina já descartou formar chapa com Flávio. O PL é o partido com mais deputados federais e senadores e, se não fechar coligações, pode anunciar uma chapa "puro-sangue", com Flávio e mais um nome da sigla. A data limite para definir isso é 15 de agosto. Antes de Flávio, o empresário Renan Santos (Missão) já havia sido anunciado candidato à Presidência. O vice será Aroldo Medina. Outros pré-candidatos ainda vão realizar suas convenções: Ronaldo Caiado (PSD): domingo (26), em São Paulo, com Gilberto Kassab de vice. Romeu Zema (Novo): segunda-feira (27), em Brasília, sem definir o vice. Lula (PT): 2 de agosto, em São Paulo, com Geraldo Alckmin de vice. Flávio Bolsonaro foi escolhido candidato pelo pai Flávio Bolsonaro é empresário e advogado e tem 45 anos. Em dezembro, anunciou que havia sido escolhido pelo pai para disputar a eleição como representante da família e herdeiro político. Naquele mês, a pesquisa Quaest já apontava o senador como segundo colocado e principal oponente de Lula, com intenções de voto entre 21% e 27% no 1º turno. O desempenho de Flávio melhorou nos meses seguintes até atingir o pico de 33% em maio, contra 39% de Lula. Desde então, a Quaest apontou uma queda de Flávio, após o caso “Dark Horse”, quando veio à tona que ele cobrou dinheiro do ex-banqueiro preso Daniel Vorcaro para financiar um filme sobre o pai. Na pesquisa deste mês, Flávio aparece com 28% no 1º turno, doze pontos atrás de Lula. Na última quinta (23), o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a PF a investigar os repasses de Vorcaro e se esse dinheiro ou parte dele foi usado para bancar despesas de Eduardo Bolsonaro, irmão de Flávio, nos Estados Unidos. Um outro inquérito, autorizado pelo ministro Flávio Dino, apura se houve desvio de emendas parlamentares em favor da produtora do filme. Tarifaço, Michelle e ataque às urnas O novo tarifaço do governo Trump a produtos brasileiros e a briga com Michelle Bolsonaro também causaram preocupação entre aliados do senador. No fim de junho, a ex-primeira-dama postou um vídeo em que disse ter sido maltratada pelo enteado após divergências sobre alianças no Ceará. A ruptura, naquele momento, representou um problema para Flávio porque Michelle tem influência entre mulheres e evangélicos, grupos considerados fundamentais para a candidatura. Um mês depois, a paz foi selada. Nesta quinta, Flávio publicou um vídeo em que pediu desculpas e convidou Michelle para participar da campanha. Pouco depois, a ex-primeira-dama respondeu: "Aceito teu pedido. Eu te desculpo". Quando anunciou que seria candidato, Flávio se apresentou como uma versão moderada do pai. "Sempre pediram um Bolsonaro mais moderado. Eu sempre fui assim, eu sou esse Bolsonaro mais moderado, equilibrado, centrado", afirmou a empresários em dezembro. Nas últimas semanas, porém, endureceu o discurso nas críticas ao STF, após ser proibido de visitar o pai por 90 dias pelo ministro Alexandre de Moraes. A decisão foi tomada após Flávio divulgar uma carta em que o ex-presidente indicou o filho como porta-voz e reiterou apoio à candidatura. Moraes considerou que Bolsonaro violou as condições da prisão domiciliar e promoveu propaganda eleitoral. Na última semana, em reunião com diplomatas em Brasília, Flávio repetiu informações falsas sobre as urnas eletrônicas, já desmentidas pelo TSE. O episódio lembrou a reunião de 2022 em que o pai lançou suspeitas infundadas sobre o sistema de votação, sem apresentar provas. Por causa desse encontro com embaixadores, Jair Bolsonaro foi condenado por abuso de poder e ficou inelegível. Caso das rachadinhas e compra de mansão Flávio foi investigado e denunciado pelo Ministério Público em 2020, acusado de comandar um esquema de rachadinhas para desviar salários de funcionários quando era deputado no RJ e lavar o dinheiro com a compra de imóveis e por meio de uma loja de chocolates. O inquérito começou após a identificação de movimentações financeiras atípicas na conta de Fabrício Queiroz, seu ex-assessor. As provas do caso foram anuladas depois, porque tribunais superiores decidiram que ele tinha direito a foro privilegiado, por ser parlamentar. Quando era investigado, o senador comprou uma mansão de R$ 6 milhões em Brasília e financiou parte do valor com o Banco de Brasília (BRB). Flávio diz que o negócio foi legal e que adquiriu o imóvel com recursos próprios. Documentos apresentados pelo banco em 2024 apontaram que o empréstimo já foi quitado pelo parlamentar, 27 anos antes do previsto. Propostas apresentadas na campanha Durante a pré-campanha, Flávio apresentou propostas para a segurança e, mais recentemente, um programa de ações voltado ao público feminino. O plano "Brasil sem Medo" reúne ideias como reduzir a maioridade penal, classificar facções criminosas como organizações terroristas e a castração química para condenados por estupro. O programa para o público feminino foi batizado de "Brasil por Elas" e apresentado ao lado de Daniella Marques durante live no YouTube. As propostas incluem ampliar o acesso à internet para mulheres e uma linha de microcrédito para empreendedorismo feminino. Flávio diz que, se for eleito, vai trabalhar pela anistia do pai, condenado a 27 anos de prisão por golpe de Estado. Em várias ocasiões, afirmou que gostaria de receber a faixa presidencial de Jair Bolsonaro, na cerimônia de posse.

FONTE: https://g1.globo.com/politica/eleicoes/2026/noticia/2026/07/25/pl-lanca-candidatura-de-flavio-bolsonaro-a-presidencia-da-republica.ghtml


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