Tarifaço de Trump: Caiado chama de 'inaceitável' pedido de Flávio para adiamento e diz que governo Lula deve deixar ideologia 'de lado'
08/07/2026
(Foto: Reprodução) O pré-candidato do PSD à Presidência, Ronaldo Caiado, classificou nesta quarta-feira (8) como "inaceitável" o pedido feito por Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aos Estados Unidos para adiamento do tarifaço para depois das eleições no Brasil.
O ex-governador de Goiás também criticou a atuação do governo Lula no caso. Ele afirmou que o Itamaraty deve deixar "de lado" questões ideológicas na negociação com a gestão Donald Trump para tentar evitar a imposição de tarifas contra produtos brasileiros.
Caiado deu as declarações ao participar de um evento com presidenciáveis promovido pela Confederação Nacional do Comércio (CNC) em Brasília. Somente o ex-governador de Goiás e o pré-candidato do Novo, Romeu Zema, compareceram.
"Dizer que adie a tributação a partir da eleição... É inaceitável isso", afirmou Caiado. "Com todo o respeito, mas a atitude em relação ao tarifaço tem sido uma atitude infeliz por parte do pré-candidato Bolsonaro, já que este assunto não deve ser tratado apenas no interstício da campanha eleitoral", emendou o político do PSD.
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Ainda sobre o tema, o ex-governador disse que Lula e sua equipe devem pensar no Estado brasileiro e não no seu governo na negociação com as autoridades norte-americanos.
"E não utilizar a máquina do governo para ser eleito, com a visão de 4 de outubro. O que nós precisamos é ter um governante que pense que defenda o Brasil. E que não a sua posição pessoal e seu interesse pessoal", declarou Caiado.
'Votar no Flávio é reeleger Lula', diz Caiado
No evento da CNC, Caiado também comentou o cenário eleitoral deste ano. O pré-candidato do PSD voltou a afirmar que, diante da alta rejeição de Flávio Bolsonaro, votar no presidenciável do PL ajudaria a reeleger Lula, em um eventual segundo turno entre o petista e o senador.
"Se você votar no Flávio, vai reeleger o Lula. E, se não tiver quem possa enfrentá-lo no segundo turno, vocês vão para um desmonte que já foi experimentado aí no governo Dilma Rousseff 2", disse. "É hora de entender que precisa ter autoridade moral, coragem pessoal e independência intelectual", completou.
Fim da escala 6x1
Ronaldo Caiado defendeu ainda mais debates sobre a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que reduz a jornada de trabalho para acabar com a escala 6x1. O texto já foi aprovado pela Câmara e está em debate no Senado.
Para o pré-candidato do PSD, o governo tem conduzido a questão de uma forma que pressiona os parlamentares a votar a favor da proposta.
"Você tem todo um período para propor essas mudanças. Agora, você dizer assim: 'Eu quero uma mudança, mas ela tem que ser aplicada em dois meses porque vai ser antes do período eleitoral'. Isso é uma irresponsabilidade", afirmou.
"Por que qualquer parlamentar, seja deputado federal ou senador, que for colocado diante dessa situação hoje, a menos de 90 dias da eleição, vai votar contra? Você não tem capacidade de dialogar e nem de debater. Está colocada a tese de que: 'Olha, se você votar contra, você é contra que o cidadão tenha mais um dia para o seu lazer e para a sua família'. Ninguém é contra isso. Agora, isso não pode ser usado da maneira como está sendo usado", acrescentou Caiado.
Para o ex-governador de Goiás, é necessário mais prazo para que o setor produtivo possa discutir a proposta e se preparar para eventuais mudanças.
"Os empresários no Brasil não podem debater? Então eles [os integrantes do governo Lula] são os donos da verdade? É o iluminado que quer ganhar eleição e que está fazendo com o Brasil pior do que a Dilma fez", concluiu.
Ronaldo Caiado (PSD) em imagem de 2026
TV Sergipe